POKÉMON GO – E a Volta das Pessoas aos Espaços Públicos

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“Uma nova forma de se reconectar e fazer as pazes com as praças”

POKÉMON GO – E a Volta das Pessoas aos Espaços Públicos

Pokémon-GO-9

Imagem – Google

No mês de Julho, fora lançado o jogo de realidade aumentada “Pokémon-GO”, o jogo tem como objetivo a caça e captura de Pokémons, baseado na série de desenhos animados lançado na década de 90, e que fez parte da infância de muita gente, com eu por exemplo.

Deixando a nostalgia de lado, e focando agora na dialética que o jogo propõe, não somente entretenimento, como também a reconexão das pessoas aos espaços públicos.

Até então não tínhamos nenhum jogo disponível em que seus jogadores tivessem que se deslocar na cidade para que a jogabilidade fizesse sentido, tudo era estático, não havia nenhuma relação do mundo virtual do jogo, com o mundo real. O jogo, mostra na tela do celular o mapa da cidade que exibe a localização do jogador, obtida pelo GPS, além dos PokeStops e Ginásios ( pontos de interesse onde os jogadores adquirem instrumentos de jogo).
Sem entrar no mérito se vale a pena ou não baixar esse aplicativo no celular, cabe a nós a reflexão sobre o potencial do jogo em conectar as pessoas novamente aos espaços públicos disponíveis na cidade. Os jogadores são forçados a saírem de casa,e isso leva cada vez mais pessoas a irem aos parques, praças, a caminharem nas calçadas do bairro, e isso são práticas vitais para que haja vida nos ambientes urbanos, o estar na rua e conviver com outras pessoas.

De modo que a partir do lançamento do jogo, já vemos disponíveis na internet, vários relatos de como a brincadeira de caçar pokémons as fizeram “sair de casa”, “caminhar”, “conhecer lugares novos na cidade”, “falar com outras pessoas”.
Segundo a urbanista norte americana Jane Jacobs, que estuda a apropriação dos espaços públicos e a relação de cidadania que se tem no compartilhamento desses espaços, em seu livro Morte e Vida de Grandes Cidades, Jane enfatiza que bairros com maior presença de pessoas nas ruas, praças e parques possuem pouco ou quase nenhum caso de violência, sendo que os olhares das pessoas são tão seguros tanto quanto guaritas de segurança. A caminhabilidade e a circulação de pessoas nas calçadas, faz com que a rua tenha olhos, e isso cria uma vigilância natural reduzindo a violência nesses espaços.

pokémon goImagem – Jornal Estadão

A tecnologia que existe por trás do jogo, permite mapear a quantidade de pessoas que estão ocupando os espaços públicos e por quanto tempo, isso pode se tornar uma boa ferramenta as políticas públicas dos municípios. E por mais que essa interação com o entorno seja feita através da tela do celular, as pessoas são obrigadas a ver esses espaços e percebê-los.

Então se temos espaços públicos ocupados, uma grande circulação de pessoas nas calçadas, temos a resignificação e a reconexão desses espaços para as pessoas, e uma maior segurança pública.

Posso dizer que tenho boas expectativas quanto ao legado de conexão urbana entre os jogadores desse aplicativo e os espaços públicos, dado que a busca por mais Pokémons, é uma nova forma de se reconectar e fazer as pazes com as praças, aos parques, as calçadas ,a cidade e a coletividade das pessoas.

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    • Thayna lopes

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